quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 in

EU LI: A Batalha do Apocalipse


A Batalha do Apocalipse é escrita pelo escritor brasileiro Eduardo Spohr e publicada pela editora VERUS. Segue a sinopse do site SARAIVA.

Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana - é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Crítica: Antes de mais nada deve-se dar os parabéns pela editora VERUS que investe num autor brasileiro de forma bastante pesada. A distribuição foi excelente, fora a divulgação do livro. Isso demonstra também o sucesso que o livro vem tendo. Esperamos que a mesma continue abraçando outros autores, porque brasileiro sabe sim escrever histórias, ainda mais nesse estilo fantasioso que é o gênero do livro de Eduardo Spohr.


Bom, vamos agora ao que eu achei. O autor escreve muito bem, de forma bastante clara e sem uso de palavra rebuscada. O que peca ao meu ver é o nível de detalhe na hora de descrever cenas e pessoas (não é à toa que no final de 2010 o autor lançou uma edição especial com desenhos de personagens, castas de anjos, locais etc. Pareceu até que eu estava lendo um livro teórico de RPG), repetindo inúmeras vezes algo que já tinha feito antes. Isso se repete muitas e muitas vezes, deixando a leitura um pouco chata. Outra coisa que me incomodou foi a quantidade de histórias "off" que, ao meu ver, não acrescentou em nada no andamento do livro. Isso é claro quando vamos ler o "passado" do personagem principal: para não ser injusto, a única que realmente importou foi (SPOILER!!) a primeira, quando ele encontra a feiticeira de En-Dor em Babel. As demais histórias poderiam ser contatadas em poucas páginas.
A história em si (a guerra angelical) não me empolgou muito. Juntando isso mais o excesso de páginas e páginas desnecessárias (acredito que o livro poderia ter sido escrito em torno de 300 páginas ou 350, em vez de mais de 500) fez com que o livro se tornasse um pouco mais atraente aos meus olhos. Num mundo tão corrido que vivemos atualmente, com inúmeros compromissos e ocupações, um tijolão como é o livro com páginas que não acrescentam muito é um grande ponto negativo para A Batalha do Apocalipse.

O ponto positivo vai para a clareza do autor e a criatividade de criar o mundo que é A Batalha do Apocalipse, e isso é muito difícil de se fazer.
Mais uma vez, deixo os parabéns também à editora VERUS. E que venha mais histórias desse gênero escrita por brasileiro.

O preço? Mais barato (12 de janeiro de 2011) é na SARAIVA: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3047055 (está de graça!)

Abraço


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