sábado, 10 de março de 2012 in ,

EU LI (E VI e REVI): O homem que não amava as mulheres




Bom sábado galera!
A resenha, melhor, as resenhas, de hoje serão do primeiro livro da trilogia Millennium, bem como do filme sueco e o americano, adaptações da obra literário do autor Stieg Larsson.

Sinopse do livro:

Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium - da qual este romance, "Os Homens que não Amavam as Mulheres", é o primeiro volume. Seu autor, Stieg Larsson, jornalista e ativista político muito respeitado na Suécia, morreu subitamente em 2004, aos cinqüenta anos, vítima de enfarte, e não pôde desfrutar do sucesso estrondoso de sua obra. Seus livros não só alcançaram o topo das vendas nos países em que foram lançados (além da própria Suécia -onde uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série -, a Alemanha, a Noruega, a Itália, a Dinamarca, a França, a Espanha e a Inglaterra), como receberam críticas entusiasmadas.
Um dos segredos de tanto sucesso é a forma original com que Larsson engendra a trama, conduzindo-a por variados aspectos da vida contemporânea: do universo muitas vezes corrupto do mercado financeiro à invasão de privacidade, da violência sexual contra as mulheres aos movimentos neofascistas e ao abuso de poder de uma maneira geral. Outro é a criação de personagens extremamente bem construídos e originais, como a jovem e genial hacker Lisbeth Salander, magérrima, com o corpo repleto de piercings e tatuagens e comportamento que beira a delinqüência. O terceiro é a maestria em conduzir a narrativa, repleta de suspense da primeira à última página.
"Os Homens que não Amavam as Mulheres" é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. 
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mas as inquirições de Mikael não são bem-vindas pela família Vanger. Muitos querem vê-lo pelas costas. Ou mesmo morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois... até um momento presente, desconfortavelmente presente.


O livro é indiscutivelmente EXCELENTE. História cativante, muito bem elaborada. Mas um bom livro não é feita apenas de uma boa história, mas sim de personagens únicos e uma boa narrativa do autor. Esses elementos fazem com que o livro se torne uma leitura obrigatória para você que gosta  de suspense policial e ação.

Mas é importante fazer um ALERTA (principalmente para aqueles, como eu, se acostumaram a leituras simples, rápidas e de poucas páginas). O livro, inicialmente é um pouco chato (calculo que até a página 100, mais ou menos), pois o autor narra coisas sobre economia, questão que um dos personagens principais se envolveu numa matéria jornalística. Isso tem relevância numa das histórias "off", mas não na principal.
Feitas essas considerações, após essas páginas iniciais, o livro se torna totalmente envolvente - inclusive parece que você está lá tentando desvendar o caso de Mikael e Lisbeth. Aliás, essa última personagem é muito bem criada pelo autor, tornando-se uma tremenda heroína.

Por fim, o livro possui diversas histórias paralelas, que deixam brechas para o próximo volume (que terá sua resenha feita em breve).

O Homem que não amava as mulheres é um livro de leitura MAIS DO QUE RECOMENDÁVEL.

Se você confiar em mim, e comprar os três livros de uma vez, compre o box que sai mais em conta (ótima coleção por sinal): http://www.bondfaro.com.br/preco--livros--millennium-a-trilogia-stieg-larsson-8535920021.html



Agora falemos sobre os filmes.

Eu começarei pelo filme sueco, pois foi o que eu vi primeiro há 2 anos.
Em comparação à fidelidade do livro, o filme europeu é muito mais fiel do que o americano. A atuação dos atores (acredito até que a atriz sueca foi melhor do que a americana - indicada ao oscar de melhor atriz -, conseguindo passar mais o espírito de Lisbeth Salander) e da produção do filme também são muito boas. Acho que não precisaria de uma versão "hollywoodiana", mas... vivemos num capitalismo e em tempos de falta de criatividade do cinema americano, constatamos isso com a crescente produção de filmes adaptados.

Mas vou fazer justiça ao filme americano. O filme também é igualmente bom, podendo ser melhor bem visto aos olhos dos telespectadores, já que possui um orçamento maior, ator conhecido e um excelente diretor. Todavia, como fã do livro, não gostei das modificações feitas no roteiro adaptado.

Vale ver os dois filmes e tirar suas próprias conclusões.

É isso, espero que tenham gostado.
Abraço a todos, e ótimo final de semana.

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